Crédito da foto: Divulgação Coletivoz

Para comemorar os dez anos de atuação, o Coletivoz Sarau de Periferia em parceria com a Editora Venas Abiertas, realizará o lançamento de edição especial do livro coletânea poética “À Luta, À Voz” no dia 14 de fevereiro, das 18h às 22h, no Centro de Referência da Juventude. A obra reúne 22 autores (poetas, escritores, performers, músicos, slammers e artistas de periferias) de Belo Horizonte e cidades da região metropolitana.

De acordo com Dione Machado, um dos organizadores do Coletivoz, o livro simboliza uma grande conquista de espaço para escritores/coletivos marginais oriundos de classes populares/bairros periféricos e que ousa adentrar-se no circuito/mercado literário brasileiro contemporâneo. “Além disso, é uma oportunidade das pessoas terem acesso ao livro que vai ser vendido com um valor de baixo custo. Queremos levar literatura da periferia para a periferia”, afirma.

O lançamento do livro faz parte das atividades do Descentra BH e tem o incentivo da Secretaria Municipal de Cultura de Belo Horizonte, projeto nº 0284/2018.

Localização dos 22 poetas:

Besouro (Eduardo Dw): BH Eduardo Dw

Bim Oyoko: Sarzedo Bim Oyoko

Carla de Cássia: Sarzedo Carla de Cássia

Débora Rosa: Sarzedo Débora Rosa

Dione Machado: Contagem Dione Machado

Dudu Luiz: BH DuduLuiz Souza

Isabela Alves: BH Isabela Alves

Fellipe Beluca: BH Fellipe Augusto

João Paiva: BH João Paiva

João Victor: BH João Victor Gomes

Jussara Kely: Nova Lima

Karine Bassi: BH Karine Bassi

Kátia Leal: Ibirité Katia Leal Sena

Laércio Gomes: BH Laercio Gomes Costa

Leandro Zere: Ibirité Leandro Zere

Maria Lobato: Betim

Marcos Chagas: BH Marcos Buraco

Nívea Sabino: Nova Lima Nívea Sabino

Pieta Poeta: BH Pieta Poeta

Rogério Coelho: BH Rogerio Coelho

Vito Julião: BH Vito Julião

Joice Gonçalves: BH

Serviço

Lançamento da coletânea “À Luta, À Voz”

Dia: 14 de fevereiro

Horário: das 18h às 22h

Local: Centro de Referência da Juventude (rua Guaicurus, nº 50 – Centro – Belo Horizonte).

Sobre o Coletivoz

Nessa trajetória literária de 2008 a 2020, o Coletivoz circulou, inspirado pelo Sarau da Cooperifa e o movimento da Literatura Marginal-Periférica (SP), por centenas de bares, ruas, praças, esquinas, escolas, centros culturais, bibliotecas, teatros, universidades, dentre outros espaços da cidade, região metropolitana e interior de Minas Gerais. Conquistou uma recepção calorosa e afetiva nesses espaços que abriram-se para essa novíssima literatura efervescente que espalhou-se por várias cidades do Brasil, por meio da força protagonista dos coletivos culturais de saraus, slams, duelos mc’s, grafitti, etc., que são articulados por jovens e adultos oriundos de periferias, favelas e ocupações urbanas.

Esse sarau marginal – pioneiro na cidade e que acontece toda 2a quarta-feira por mês no bar The Wall (bairro Jardim Industrial) fomentou a criação e o surgimento de mais coletivos de saraus em BH e no interior de MG que atualmente configuram um circuito de mais 30 iniciativas literárias, como: Sarau Vira-Latas, Sarau Comum, Sarau Lanternas, Sarau dos Vagal (Nova Lima), Nosso Sarau (Sarzedo), Sarau’Sarau (Betim), Apoema (Contagem), Terra Firme (Ibirité), dentre outros que se identificam com essa poesia e prosa marginal contemporânea.

O Coletivoz também incentivou, em sua caminhada, o nascimento de Slams e produz o Slam Clube da Luta (toda última quinta do mês no Teatro Espanca) integrando BH e MG ao campeonato internacional de poesia falada cuja etapa nacional acontece em São Paulo e a copa do mundo na França, Paris. Dos slams mineiros, surgiram: Slam das Manas, Slamternas, Slam Trincheira, Avoa Amor, Slam da Estação (Sarzedo), A Rua Declama (Timóteo), Ondaka (Uberaba), Ágora (Juiz de Fora), e outras que estão em processo de organização.

A partir dessa retrospectiva histórica e cultural, o Coletivoz convidou 22 poetas, que são articuladores e frequentadores daqueles coletivos culturais de saraus/slams, para publicarem suas poesias faladas na Coletânea “À Luta, À Voz: Coletivoz Sarau de Periferia” que teve sua 1ª edição publicada em 2018 em parceria com a Editora Venas Abierta e agora em sua edição especial com nova arte gráfica e apoio do Edital Descentra de Cultura.

A editora popular Venas Abiertas se localiza no bairro Tirol de BH e surgiu por meio dessa 1º livro-antologia publicado de forma solidária-independente. É um novo selo editorial fomentador dessa pulsante cena poética com mais de 25 livros produzidos (2018: Raízes-Resistência Histórica/Escritoras Negras, Antologia Mulherio das Letras/Haicais 2019: Vila Sapo/José Falero, Ancestralidades/Escritores Negros, Raízes-Resgate Ancestral/Escritoras Negras, etc.) em seu catálogo durante seus dois anos de jornada no mercado literário brasileiro.

Descentra

O Descentra surgiu em 2013, tendo como objetivos a democratização do acesso aos mecanismos municipais de fomento à cultura e a ampliação da participação de artistas, agentes, coletivos e grupo culturais de todas as regionais de Belo Horizonte.


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